sexta-feira, 12 de março de 2010

Chega de Rotina

"Se a gente não tivesse feito tanta coisa. Se não tivesse dito tanta coisa. Se não tivesse inventado tanto...Podia ter vivido um amor Grand' Hotel.

Se a gente não dissesse tudo tão depressa. Se não fizesse tudo tão depressa. Se não tivesse exagerado a dose ... Podia ter vivido um grande amor.

Um dia um caminhão atropelou a paixão e sem teus carinhos e tua atenção, o nosso amor se transformou em "Bom Dia"...

Qual o segredo da felicidade? Será preciso ficar só pra se viver? Qual o sentido da realidade? Será preciso ficar só pra se viver?"


Fico pensando na história da composição desta música e imagino a seguinte cena:

Um dia ela acorda e vê seu companheiro de anos ali deitado do seu lado.

Levanta-se, vai pro chuveiro, se perfuma, mas coloca o pijama.

Vai até a cozinha preparar um café como no início do namoro.

Ele se levanta. Troca-se, pega sua maleta e vai até a cozinha:

- Bom dia!!!

Pega uma fruta, dá um beijo na testa de sua companheira e sai para trabalhar.

Parece exagero, mas a rotina e o cotidiano pode transformar grandes amores em irmandade.

Fica faltando um beijo de verdade, um abraço, uma cumplicidade.

Lembre-se: cuide bem do seu amor ou procure outra forma de amar!!!

terça-feira, 9 de março de 2010

Vamos queimar sutien em praça pública...

Ontem, bem no dia das Mulheres, não postei nada porque a verdade é que não tive tempo. Quem me conhece sabe que defender baleias e golfinhos é uma tarefa árdua. Hahahaha. Mas hoje estou aqui.

Bem antes de mais nada acho que nós mulheres temos muito direito a este dia. Os homens até pouco tempo atrás sempre teve o poder da palavra, da sociedade e da política. Nada mais justo do que afirmar esta mudança criando um dia para nos lembrarmos que na sociedade de hoje a mulher tem seu espaço, ainda que falte muito para igualar-se ao do homem.

É engraçado notar que em pleno século XXI muitos homens ainda não lidam bem com as conquistas femininas. No entanto mais engraçado ainda é notar que as próprias mulheres julgam mal aquelas que se destacam fora de um ambiente machista, ou seja, as próprias mulheres são as que mais julgam negativamente as mulheres que não seguem os padrões de antigamente.

Veja bem, se você é uma pessoa diferente do que julga-se nos padrões de conduta das famílias antiguadas e conservadoras, você é considerada Vagabunda, Piranha e até Gay. E a maioria destas palavras saem dos lábios de outra mulher. Conheço muitos homens que julgam que ser uma "Amélia" é ser "mulher de verdade", mas o que mais me embasbaquece é o fato de outras mulheres concordarem com isso.

A sociedade está mudando, mas a passos de formiga. Precisamos pensar em como queremos construir o futuro.

Não prego o desrespeito a relacionamentos e à sociedade, mas prego uma reflexão sobre nossos próprios atos. Queremos ser tratados de forma justa, mas para isso precisamos começar todo o processo. Precisamos abrir nossa mente e entender que cada estilo de vida é uma escolha e que cada um tem a sua.

Kisses, kisses...

domingo, 7 de março de 2010

Dancing with myself...

Já percebeu como é difícil ficar sozinho?


Quando comenta-se de uma pessoa que mora sozinha: Ai que dó! Deve ser triste!


Você passa dos 12 anos e logo na próxima festa de família que for vão te perguntar: E aí? já está namorando? Como se na pré-adolescência você tivesse que pensar "no resto de sua vida".


Você leva um fora e já tentam te arranjar um novo amor. E isso com o passar dos anos só piora. Imagina uma pessoa como eu chegando aos 30?


Por que a vida sempre se baseia em casais e ficar sozinha não pode ser um opção? Ficar sozinho não é viver em solidão.


Não que eu queira pregar o fim dos namoros, matrimônios e etc, mas cansa-me o fato de que ainda acreditem que para ser feliz você precisa de outra pessoa que não você mesma do seu lado.


Sinto pena das pessoas que nunca conseguem se ver sozinhas e aceitam relacionamentos fadados ao fracasso ou imendam um relacionamento após o outro pois não conseguem se divertir se não tiverem alguém do lado delas.


Não que estas pessoas estejam certas ou erradas, pois cada um é cada um, mas divertir-se consigo mesmo é um dom, que nem todos possuem.


Fui minha própria companheira em muitas situações. Levava-me ao cinema, para dançar, para jantar fora e muitos achavam isso a coisa mais estranha do mundo. Pensavam em solidão. Mas este não era o caso. Estar só e aproveitar sua própria companhia é diferente de solidão.


Toda vez que aproveitava minha própria companhia tinha uma certeza: minha felicidade depende de mim mesma.


Você pode ler isso e dizer que parece um livro de auto-ajuda. Talvez sim. Talvez tenha lido tantos que aprendi a conviver comigo mesma. Ou talvez só proponho um auto desafio: me aturar.


Isso mesmo. Queremos que os outros nos amem, nos compreendam, nos faça companhia, mas não sabemos ao certo quem somos e não gostamos de ficar a sós conosco mesmo. Como podemos, então, exigir dos outros que isso aconteça?


Eu te desafio: fique mais tempo com você mesmo, proponha-se a conhecer-te melhor. Saia para dançar, vá ao cinema, leve você mesmo para jantar ou vá a um parque e leia.


Além de se auto conhecer você com certeza dará chance de ver os mesmo lugares que sempre frequentou de outra forma. Verá melhor as pessoas que o frequentam, observará que mesmo aparentemente sozinho, você sempre está em ótima companhia: a sua.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Em homenagem à semana do Oscar...

Você já se imaginou personagem de um filme? Se você tivesse que escolher um filme para falar sobre a sua vida, qual seria ele? Vou tentar...


Gênero: com certeza Drama.

Não porque minha vida é tão difícil assim. Seria uma heresia se eu dissesse isso, mas sim porque tenho altos e baixos e às vezes tenho a impressão que curto um sofrimento, um "porrezinho", ficar refletindo e sozinha com meus próprios pensamentos.


Além disso, tem o final do filme. Não é babaca como uma Comédia, previsível como um Romance ou cheio de sangue como um Ação mas sempre acaba tudo bem, mesmo quando o bem não significa o esperado pelo telespectador.


Definido o gênero vamos ao personagem. Bom sem sombra de dúvidas eu seria uma mulher forte no trabalho, bem sucedida e que quase não tem tempo para si mesma. Na vida pessoal uma pessoa frágil, indecisa e sonhadora. Sonha com o relacionamento perfeito, com a casa perfeita, com os filhos perfeitos, com o cachorro perfeito e, principalmente, acredita no "felizes para sempre".


Ponto importante a ser destacado é que nunca seria "a mulher fatal" porque meus atributos físicos não chegam a isso. Não que me ache feia, mas sempre conquistei alguém depois do 10° encontro (rs).


Sabe aquela mulher que tem paixão platônica por seu melhor amigo e ele nunca percebe porque gosta da menina mais bonita da escola. Até que um dia percebe que mais que beleza a mulher perfeita tem que ter sintonia, bom humor e saber conversar ? Pois bem esta sempre foi e sempre será minha história.


Enredo? Isto é fácil: o de sempre. Um belo dia acorda cansada da vida, da busca pela perfeição e pensa que não quer mais exigir tanto assim da vida. Fica confusa e tenta mudar tudo e passa a viver de verdade, fica menos tempo no trabalho, cuida mais de si mesma, sai sozinha porque gosta de sua própria companhia e valoriza mais as amizades. Até que descobre que para ser feliz é muito simples: basta conhecer a si própria.


Sei o que você está perguntando. Cadê o príncipe encantado? Bem, ele existe sim, mas descobri uma coisa na minha última reflexão: esta é a minha história. Independente do príncipe eu continuo vivendo a minha história...


A questão é que nunca somos um único filme. O personagem não muda por completo, de certa forma evolui, mas não muda. Já o enredo muda toda hora.


Logo que os créditos de um filme sobe e ele se acaba, outro está esperando para estreiar. A vida é assim, o importante é continuar vivendo...


Kisses, Kisses...

quinta-feira, 4 de março de 2010

Caiu na Rede...


Finalmente rendo-me à febre dos blogs e entro em 2010 um pouco mais "moderninha" deixando de lado meu diário de papel e passando a compartilhar meus pensamentos com outra pessoa além de mim mesma.


Desde pequena sou de colocar meus pensamentos naquela agendinha velha e a chamo de diário por julgar que ninguém desejasse conhecer meus pensamentos e opiniões. Talvez o que eu poste aqui não valha muito para alguns, mas sei que lá no fundo colocar para fora o que se pensa é um terapia para si mesmo.


Isto é o que busco, uma auto reflexão e dividir meus pensamentos com outros.


Você está convidado a cair na rede comigo, conhecer minhas histórias, pensamentos e reflexões. Espero que goste desta "terapia em conjunto"...


Kisses!!! Kisses!!!